Nosso objetivo a princípio, era de irmos para casa do Nando em Capão da Canoa para festejar o Ano Novo, mas muitos dos componentes do grupo ou desistiram ou iriam aparecer em Capão da Canoa apenas na segunda-feira dia 31.

Sendo assim, cogitamos a idéia de acamparmos em Maquiné, mas por ñ termos muitas informações sobre a cidade e suas atrações, rumamos novamente para  o camping do Conduto em Riozinho, onde já havíamos estado mas ñ desfrutamos de tudo que gostaríamos pois choveu muito, como contamos anteriormente.

Desta vez, a previsão do tempo era favorável, apenas o grupo estava reduzido a 7 pessoas : Maninho, Té, Roger, Paulista, Alex, Valesca e Eu (Ângelo). resolvemos que ñ era vantagem alugar uma Van ou Micro-Ônibus, então fomos "a pé" (claro, de ônibus comum), decidimos também, passar direto pelo camping e acamparmos no mato mesmo, como fazíamos antigamente.

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Antes de avançar em direção a mata, ainda no "centro" de Riozinho, paramos para almoçar em um restaurante chamado Dalpiazi. Uma ótima refeição foi servida, mas o importante é ressaltar a hospitalidade das pessoas que moram no interior do nosso Estado, sempre muito receptivas e gentis, como o proprietário do restaurante.

Caminhamos algum tempo (já na mata) e encontramos um ótimo local, bem próximo ao rio, que nessa parte tinha seu curso d'água bem raso, e bons lugares para barracas.

Tratamos logo de levantar acampamento, catar lenha e providenciar "o rango", feito no fogo chão, onde a comida fica muito mais saborosa.

O sol forte nos dias que se passaram, (total de 4 dias) era mais do que propício para o banho, pois não tinha como resistir a um mergulho ou "ponto" nas águas calmas e não muito geladas do rio, ou deitar em uma "cama de pedras" no meio do córrego, bem próximo ao acampamento. O sol brilhava o dia todo sobre as pedras neste local, deixando a água quase morna e irresistível.

Entre banhos e pausas para comer, andamos muito, por vários km em diversas trilhas que nos levavam a lugares mais agrestes e bonito, ótimos pontos para acampar. Subidas e decidas e horas de caminhada em locais assim parecem não desgastar o físico da pessoa, pois o entusiasmo transpõe o cansaço e a mente toma conta de tudo, vislumbrada com tanta beleza. Pena que algumas fotos queimaram.

As noites não foram diferentes dos dias, foram quentes e divertidas, animadas pela fogueira e cantorias, acompanhadas de um violão. Sem contar as "mensagens ao vivo" para o pessoal que ia dormir mais cedo, com direito a "feliz aniversário" e "músicas da Xuxa" na maioria gritaria com as lanternas ligadas bem na cara do indivíduo.

Nem a chuva que caiu durante umas 2 horas no dia 31 por volta das 20 horas, atrapalhou o divertimento e o nosso bem estar no acampamento, pois o dia seguinte amanheceu novamente com sol de rachar.

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Na ida e na volta, tivemos de caminhar alguns km, passar por pontes que balançavam muito, represas que fazem parte do Conduto, cursos d'água, trilhas e outras adversidades que fazem do Campismo uma das melhores ocupações para o tempo livre de uma pessoa.

Se você nunca acampou de forma selvagem como fizemos desta vez e outras anteriormente, deveria tentar. O isolamento, os ônibus comuns, os "km a pé", a mata de certa forma selvagem e a "falta total" de infra-estrutura (locais assim são muito difíceis de se encontrar hoje em dia) dão ao Campismo um toque muito maior de aventura !

Tribo da Trilha - Grupo de Campismo

Porto Alegre/RS

Salvem o Planeta !!!

 

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